quarta-feira, 27 de maio de 2020

#CidadeEduca #BarraMansaEduca

Elaborar com os alunos um roteiro a fim de que, com seus pais ou amigos, no fim de semana, fora do ambiente escolar, pesquisem um local notável de sua cidade, seja um local político, cultural, de cunho ambiental, cultural ou comercial. A partir da produção por selfie, os alunos irão postar a partir da produção do blog ou no YouTube. E mais, terão que dizer um pouco da opção da escolha do ambiente da foto ou vídeo. Não esquecer de apontar a fonte de informações pesquisadas que contribuem com a pesquisa. E depois, em sala de aula, passarão aos demais alunos o endereço de busca de seu trabalho. Segue exemplo abaixo do projeto para a elaboração desta atividade:




Praça da Matriz São Sebastião - Barra Mansa. Em 1839, Custódio Ferreira Leite, o Barão de Aiuruoca, deu início à construção da igreja, que só foi concluída em 1859. A edificação foi influenciada pelos moldes neoclássicos traçados pelo arquiteto da Missão Francesa de 1816, Gran Jean de Montigny. Nas laterais do edifício, duas torres com campanário e cúpula. O Largo da Matriz, ajardinado em 1880, passou a ser denominado a partir de 1907 de Praça Ponce de Leon. Em 1911, foram erguidos dois caramanchões de ferro onde as bandas de música da cidade passaram a se exibir aos domingos e feriados. Fonte: http://mapadecultura.rj.gov.br/.../igreja-matriz-de-sao...

As minhas fotos foram tiradas em 2018. No mesmo ano, a praça sofreu uma reforma.
Foto após a reforma:



domingo, 26 de abril de 2020

A obsolescência programada: Se as pessoas não compram, a economia não cresce.





Se as pessoas não compram, a economia não cresce. A partir dessa fala é necessário saber o que é economia. Segundo Castells (1999), a era da informação, ao final dos anos 60, passa por uma explosão de movimentos sociais em diversos países do mundo industrializado e, com isso, há um impacto sobre a economia, a tecnologia e os resultantes processos de reestruturação com uma crítica à cultura do consumismo e curta duração dos produtos fabricados.
Muitos exemplos foram apresentados no decorrer do documentário para mostrar como historicamente evoluiu a obsolescência programada, que vai desde o caso das lâmpadas, passando pela invenção do Nylon com a criação de meias com fios de alta resistência e durabilidade (sonho de consumo de todas as mulheres), que foram “reprogramadas” para diminuírem a durabilidade, até tempos bem recentes, com o famoso caso da primeira geração do iPod em que um artista de Nova York pagou US$ 500 por um iPod cuja bateria parou de funcionar oito meses depois e, quando foi reclamar, a resposta da Apple foi de que valeria a pena comprar um novo. O caso gerou passeata e ação coletiva na justiça (SILVA, 2012).
Sobre, por exemplo, na produção de lâmpadas a intenção principal não era controlar a produção e sim o consumidor. Queriam que as pessoas comprassem lâmpadas constantemente, como é falado no próprio documentário. Se durassem muito, era prejuízo para a fábrica. Em 1871 houve numerosas experiências acerca de menor durabilidade e em 1924, quando se fundou o cartel de Phoebus anunciava 2500 horas de vida útil das lâmpadas. Mais adiante encontraram documentos ocultos que comprometiam as fabricantes de lâmpadas, como a Philips, a Osram e a Teta já abordando as novas normas das 1000 horas.
Em 1928 uma notícia de jornal já dizia: “um artigo que não se desgasta é uma tragédia para os negócios”. Com a produção em massa, abaixaram os preços, ficando os produtos mais acessíveis para todos. As pessoas começaram a comprar mais por diversão do que pela necessidade. A economia aumentou. A crise da bolsa de valores de 1929 abrandou o consumo e levou os EUA a uma recessão econômica. Em 1933 um quarto da população estava desempregada. As grandes filas já não eram para consumir, para a garantia do consumo essencial que é comida pedir uma oportunidade de emprego.
Bernard London, um grande investidor imobiliário, sugeriu sair da depressão para dar papel obrigatoriamente a obsolescência programada. Recém apresentada por escrito, defendia a vida útil limitada a todos os produtos, colocando uma data de validade. Após esse prazo, seriam destruídos pela agência do governo.
A partir daí começara a aparecer um desenho da Brook Stevens sobre modernidade e velocidade. Até a sua casa era incomum. Todos acreditavam de se tratar de uma estação de autocarros, porque não parecia uma casa tradicional. Tinha que ter uma visão que impulsionasse a comprar. O design e o marketing seduziam o consumidor para que adquirisse o último modelo. Esse fato lembra nos dias de hoje, ao comprar uma impressora que tem um certo tempo de vida apresenta um defeito e ao apresentá-la para a assistência técnica descobrimos que uma de sus peças não se fabrica mais, ou seja, ficou obsoleto, sem conserto. Assim, a obsolescência programada não frustrou apenas os engenheiros, mas também os consumidores. Em “A morte do caixeiro viajante” fez eco na peça teatral apresentada: “uma luta contra a corrente”.  E hoje temos, por exemplo outros exemplos como: “ A bateria não substituível do meu IPod dura apenas 18 meses”. Um tratado internacional proíbe enviar resíduos eletrônicos para o terceiro mundo. Porém os comerciantes usam truques simples, como declará-los produtos de segunda mão. Mais de 80% desses produtos que chegam ao Gana não podem ser consertados e encerram seu ciclo abandonados em lixeiras por todo o país. Em uma vegetação de mata, por exemplo, as folhas caídas e galhos no chão são nutrientes para outros organismos, bem diferente dos resíduos eletrônicos, que contaminam o solo, a água e até mesmo o ar. A natureza não produz resíduos, só nutrientes.
Cabe a sociedade contemporânea incentivar o uso de produtos biodegradáveis, apoiar as fábricas sustentáveis, praticar o reuso, a reciclagem, a redução do consumo, a reutilização de recursos renováveis e repensar nas possibilidades que garantam vida as gerações futuras. Agir com a pegada ecológica, uma boa relação da sociedade com a terra. Nunca é o fim, pois está faltando ainda nossa participação enquanto homens e mulheres conscientes e felizes, incentivadores de projetos, atitudes e produtos sustentáveis.


Referência:
Castells, R Espanha - 1999

Disponível em: https://s3.amazonaws.com/academia.edu.documents/36873093/77164512-A-era-da-informacao-Manuel-Castells.pdf?response-content-disposition=inline%3B%20filename%3DA_era_da_Informacao.pdf&X-Amz-Algorithm=AWS4-HMAC-SHA256&X-Amz-Credential=AKIAIWOWYYGZ2Y53UL3A%2F20190824%2Fus-east-1%2Fs3%2Faws4_request&X-Amz-Date=20190824T032008Z&X-Amz-Expires=3600&X-Amz-SignedHeaders=host&X-Amz-Signature=0f2297644aba879df7af290c26a8faa4b0d6fe2038f16ebedb2052e3fa671a31

OBSOLESCÊNCIA PROGRAMADA E TEORIA DO DECRESCIMENTO VERSUS DIREITO AO DESENVOLVIMENTO E AO CONSUMO
(SUSTENTÁVEIS) Veredas do Direito, Belo Horizonte, ž v.9 ž n.17 ž p.181-196 ž Janeiro/Junho de 2012

Em sala de aula, os professores das disciplinas diversas podem trabalhar com os alunos nas propostas sobre o consumismo, produção X lixo, problemas de saúde ocasionados pela destinação incorreta de resíduos, locais da região onde mora que possuam alguma central de tratamento de resíduos, desmatamento X produção X transformação de matéria primas, levantamento bibliográfico de autores que fizeram pesquisas na área, gráficos sobre o aumento cibernético no mundo, pesquisas sobre a economia relacionado a diversas áreas (economia na história brasileira, economia e legislação, economia e saúde, economia e educação).
 


Um pouco do trabalho da Professora Márcia Rostas sobre os professores na atualidade


MÁRCIA ROSTAS é licenciada em Pedagoga (UFMA), Mestre em Economia (UFPE) e Doutora em Linguística e Lingua Portuguesa (UNESP-Araraquara). Lider do GP Discurso Pedagógico. Desenvolve estudos na área da educação básica e Educação a Distância com ênfase na Educação, Trabalho, Cultura e políticas públicas. Articula seus estudos a partir dos pressupostos do materialismo histórico e dialético com base no pensamento marxista. Professor adjunto do Departamento de Graduação e Pós-Graduação do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense, campus Pelotas atuando no PPG Educação e Tecnologia. Atua ainda como Coordenadora Pedagógica e Docente na área de Estágio Curricular e Didática na Licenciatura em Computação. Coordena o Curso de Pós-Graduação em Educação, modalidade EaD, no âmbito da Universidade Aberta do Brasil (UAB). Integra o Banco de Avaliadores do INEP.

Um trabalho interessante dela que li sobre a resenha estudada na disciplina Informática e Educação:


ROSTAS, M. H. S. G.. Formação de professores: aspectos de um processo de construção. Itapetininga: Rev. Int. de Form. de Professores (RIFP), v. 4, n.2, p. 169-185, abr./jun., 2019.

Disponível em:


   
   Este artigo de estudo aborda informações sobre as perspectivas da formação de professores na atualidade e sua prática pedagógica. É um trabalho atual que discute o conceito de formação no campo educacional, articula conceitos entre teoria e prática e faz um panorama a respeito da formação na perspectiva refletiva. O artigo foi divido em três partes intituladas: “Construindo uma trajetória (reflexiva) na formação de professores”; “Formação de professor: uma construção nas entrelinhas”; “A formação do professor e as perspectivas no campo de atuação”. Ao novo sujeito implica uma reflexão rica sobre os temas relevantes para a área de formação de professores.
   A formação docente se faz necessária e de extrema importância como um processo amplo e complexo, o qual envolve vários saberes, competências e conhecimentos que vão possibilitar uma base para o profissional que exerce o ofício da docência. Os processos formativos emergem como responsáveis por proporcionar aos educadores essa base para seu exercício profissional, e essa formação inicial não será suficiente para a preparação do educador, pois este deverá aprimorá-la na sua vivência profissional, nas suas experiências como professor e como transformador da realidade educacional em que atua.
  A formação pedagógica traz mais aperfeiçoamento no trabalho docente, propicia condições de refletir na sua prática e a trocar informações com os demais colegas de profissão. A prática reflexiva favorece a construção do saber. Nãos se deve dissociar teoria da prática. O professor se torna protagonista no processo educativo. O espaço pedagógico é um texto para ser constantemente lido, interpretado, escrito e reescrito (FREIRE, 2008). Práticas de compartilhamento e construção coletiva faz com que o trabalho pedagógico, tanto ao docente quanto ao discente seja mais atraente e mais vivenciada no mundo do conhecimento.
Vale ler e conhecer o brilhante trabalho sobre a Formação de professores.